agosto 29, 2012

agosto 28, 2012

(Pequeno conto de coisas que não acontecem)

A menina era pequena, batia nos ombros do rapaz.
Num determinado momento ela se sentiu sem jeito, perdida num vácuo físico.
Envolveu seus braços em si, olhou em volta e o viu.
Ele sorriu, aquele sorriso fraco dele.
E pronto: o jeito havia voltado.
Mas ela ainda era pequena e continuava a alcançar apenas os ombros do fraco sorriso.
Podia ter sido um abraço.
Nem isso.

agosto 27, 2012

meio amargo

oi
aceita um café e um sorriso meio amigo,
meio doce, meio familiar?

agosto 15, 2012

Seria gentil da sua parte
gritar
que me quer.
Essa total insegurança
me deixa
de sorriso frouxo no rosto
e as pernas bambas.

agosto 05, 2012

instabilidade

chega perto e me faz um carinho.
afaga minha insegurança no seu sorriso.
aberto, largo, de verdade.
enquanto andamos a pequenos passos pela grande cidade.

agosto 01, 2012

maquiagem

- Alguém pode trazer um sorriso pra essa menina?
- E dança pra esses pés sujos de chão, por favor.